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quinta-feira, 28 de março de 2013

VII Feira de Usos e Costumes de Outrora


No dia 28 de abril de 2013, na Praça do Município, em Mortágua, entre as 10 horas e as 17 horas, terá lugar a VII Feira de Usos e Costumes de Outrora, organizada pelo Rancho Folclórico e Etnográfico de Vale de Açores.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Agenda municipal de Mortágua - agosto de 2012

Veja aqui a Agenda da Câmara Municipal de Mortágua, edição de agosto de 2012. Na rubrica "Mortágua: pessoas, histórias e lugares", é recordada a encenação do "Auto do Juiz de Fora", há 20 anos atrás.
 Transcrevemos o artigo publicado nas páginas 15 a 17:
Foi há 20 anos que Mortágua assistiu à representação de uma grandiosa peça teatral - “O Auto do Juiz de Fora”, baseada no acontecimento lendário que desde tempos imemoriais está associado ao concelho de Mortágua. A ideia partiu da Câmara Municipal para assinalar os 800 anos sobre a atribuição da 1ª Carta de Foral a Mortágua, concedida em 1192, por D. Dulce, esposa de D. Sancho I. O espetáculo escrito, encenado e musicado originalmente, foi apresentado ao ar livre na Quinta de S. Domingos, no dia 29 de agosto de 1992. Tratou-se da recriação teatral de uma lenda quase tão antiga quanto a terra e que remonta a cerca de 600 anos, em plena Idade Média. Resumidamente a lenda é esta:

terça-feira, 15 de maio de 2012

Lenda de Nossa Senhora do Chão dos Calvo

     Num vale, pelos fins do Século XV, inícios do seguinte, encontrou, um indivíduo calvo, da freguesia do Sobral, concelho de Mortágua, escondida na toca de um castanheiro, uma imagem da Virgem.
     A notícia chegou aos moradores dessa freguesia, bem como aos de Pala. Os do Sobral achavam que a imagem lhe pertencia, por isso a levaram para a sua igreja. No entanto, a Senhora desaparecia desta igreja e voltava a ser encontrada no buraco do castanheiro.
     Apesar de ser levada, de novo, para o Sobral, e a igreja da paróquia estar guardada, a imagem fugia sempre. Acabaram por ser os habitantes de Pala e erigir uma capela no sítio do seu aparecimento.
Fonte: RFEVA
  A Ermida de Nossa Senhora do Chão dos Calvos, cuja tradição conta que nove freguesias do Concelho eram obrigadas a comparecer na primeira semana da Quaresma, sob pena de multa aplicada ao chefe de família que, por si ou familiares da casa faltassem. A romaria decaiu ao longo dos tempos, tendo sido substituída pela Feira dos Calvos que ainda perdura.
 Fonte: CMM

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Paráfrase da lenda do Juiz de Fora

     Os concelhos medievais, criados pelas cartas de foral, eram locais onde o povo vivia melhor e tinha mais liberdade. Nessas terras estava excluído o poder dos senhorios.  Os habitantes do concelho, chamados vizinhos, tinham o direito a eleger localmente, de entre si, os juízes para a aplicação da justiça.
     Mas os povos queixavam-se muito dos abusos dos fidalgos e poderosos que influenciavam as decisões dos juízes da terra. Para garantir o cumprimento da justiça nos concelhos, o Rei de Portugal nomeava um juiz de fora, pessoa estranha à terra e que, à partida, seria imparcial a administrar a justiça. O cargo de Juiz de Fora surgiu em Portugal em 1327, com o rei D. Afonso IV.
    Conta a lenda que um juiz de fora foi destacado para Mortágua para atender as reclamações que chegavam ao rei. Mas as suas decisões não corresponderam às necessidades do povo, que não gostou dele. Decidiu matá-lo. O rei, então, mandou um ouvidor para inspecionar e castigar os culpados. O povo tomou uma posição: unir-se e encobrir. Daí, à pergunta do oficial «Quem matou o Juiz?», todos respondiam «Foi Mortágua».
    Esta história atravessou décadas e espalhou a fama de Mortágua devido a esta ação coletiva assumida por todos. 
     E o ouvidor foi dar parte ao rei de que nada conseguira averiguar!
Ana Beatriz e Guilherme Emanuel, 5.º C
Ano letivo de 2011-12

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Lenda da pedra furada

      Na minha freguesia de Sobral existe a lenda de uma moura encantada, guardiã de um tesouro oculto.
      Esta superstição pode estar relacionada com a fuga dos mouros da Península Ibérica em resultado da Reconquista Cristã: não podendo levar as suas riquezas antes de partirem, enterravam-nas; no esconderijo, deixavam uma moura encantada a guardar o tesouro para impedir que se fizessem ali escavações. Acredita-se que é no dia de São João que a moura aparecia com o seu tesouro.
      Diz a lenda que...
     Num seixo branco que existe em Sobral e a que chamam Pedra Furada, existiu um buraco muito pequeno que servia para uma Moura sair em dia de São João antes do Sol aparecer no Oriente, com o objetivo de assoalhar o ouro.
Daniel Dias, 5.º B, ano letivo de 2011-12

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Lenda do Juiz de Fora


     D. Afonso IV determinou, por lei, que a justiça concelhia não fosse atribuída aos juízes da terra, mas a um juiz de nome -acção régia.
     Em Mortágua havia queixas contra um moço da iniciativa de D. Gil Fernandes, senhor de Carvalho e Cercosa, a quem não era aplicada justiça por parte dos juízes por parte dos juízes do concelho. Para atender as reclamações foi nomeado um magistrado de Coimbra. Este não se eximiu a fazer cumprir a Lei: mandou prender o criado do fidalgo ao pelourinho, de modo a ser vergastado.
     Quando D. Gil tomou conhecimento do facto, esperou o Juiz no seu regresso a Coimbra. Agrediu-o, cortou-lhe as orelhas e o nariz. Temendo a fúria perseguidora do rei, fugiu para Castela. Em 1340 participou, ao lado dos castelhanos, na batalha do Salado, contra os muçulmanos. Considerando a sua participação nesse evento, o rei D. Afonso IV perdoou-lhe a atitude e deixou-o regressar à pátria.     

   Outra versão da lenda:
 
     Um juiz de fora foi indicado para exercer justiça em Mortágua. No entanto abusou dos poderes que possuía. A população não gostou.
     Um dia tocou o sino a rebate. O povo aprisionou-o, conduziu-o para além dos limites concelhios. Parece que para o lado oposto do rio Cris. Nesse local foi assassinado com recurso a alfaias agrícolas: forquilhas, sachos, etc.
     O soberano tentou indagar da responsabilidade no sentido de haver punição. O funcionário régio encarregue da inquirição ia perguntando aos moradores de Mortágua que havia cometido o crime. O povo, à pergunta: "quem matou o juiz?", respondia: "Foi Mortágua". Esta resposta espalhou-se pelo país, daí ainda hoje se perguntar a alguém que nesceu neste município: "quem matou o juiz?". Como nem sempre a questão foi pacífica, podiam chover impropérios e agressões.
  
Retirado do site do: RFVA