terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Moinhos de Água, em Vila Gosendo - Sobral

     Em Vila Gosendo, freguesia de Sobral, há cinco moinhos de água antigos dos quais não consegui apurar datas. Neste momento só dois continuam a cumprir a sua missão: produzir farinha de milho. A água que os faz funcionar vem de uma nascente da povoação de Felgueira. Esta água vai por uma levada por meio de pinhais e quando chega a Vila Gosendo é recebida numa represa perto dos moinhos e conduzida para o interior das casas dos moinhos para pôr a funcionar os engenhos.
     Descendo da represa por uma conduta, a água bate em queda no rodízio, roda colocada na parte inferior, paralelamente a duas mós, anéis maciços de pedra. As mós têm uma abertura por onde passa um eixo vertical. Este atravessa a abertura da mó de baixo que é fixa, e a da mó de cima.  A força da água, impelida sobre o rodízio, fazem-no girar; por sua vez, o rodízio movimenta o eixo e este aciona a mó rotativa de granito. 
     Os grãos de milho são colocados pelo moleiro na moega e vão caindo por um cano que dá acesso ao centro da mó rotativa. É entre as duas mós que o milho é esmagado – partido ou feito em farinha, conforme o desejado.
     Antigamente estes moinhos tinham uma utilização coletiva e o serviço da moagem era pago com uma quantidade de farinha.

Eduardo Lopes – 5º B
Ano Letivo 2011-2012

O espigueiro da minha avó, em Pala

    Na freguesia de Pala, a minha avó Maria tem um espigueiro construído em madeira. As paredes laterais, em ripas, permitiam a circulação do ar e a secagem do milho. Depois de recolhido no outono, o cereal era desfolhado, transportado em cestos e armazenado no espigueiro, onde ficava a secar para depois ser “malhado”. Os espigueiros representam o esforço de um ano de trabalho agrícola.
    O espigueiro da minha avó foi construído pelo senhor Manuel de Eirigo, em 1943. Foi restaurado, mas a cobertura ainda não está recuperada, foram colocadas chapas de zinco que alteram as suas características rústicas. É um exemplar dos usos e costumes vividos pelos nossos antepassados, merece outra intervenção para ser reposto em bom estado.

Rui Martins, 5.º B
Ano letivo de 2011-12                                                                                                   

sábado, 18 de fevereiro de 2012

O Ferro de passar da minha bisavó

     Antigamente, como não havia energia elétrica em muitos lugares, usava-se estes ferros de passar a roupa que funcionavam a brasa, de carvão vegetal, para o aquecimento.
     Este ferro pertenceu à minha bisavó Maria, que morava em Trezói. É em ferro maciço e pesa cerca de dois quilos. Para conseguir aquecê-lo, a minha bisavó fazia uma fogueira, recolhia as brasas e metia-as dentro do ferro para o aquecer e conseguir alisar a roupa.
     A última pessoa a utilizá-lo foi a minha mãe, Urbalina, que tem trinta e cinco anos. Ela contou-me que perdia muito tempo a aquecer o ferro... Mas tinha a vantagem de não consumir energia elétrica.
Marco Gonçalves, 5.º D
Ano letivo de 2011-12

Capela de Nossa Senhora da Piedade


     Na freguesia onde vivo, Vale de Açores, a capela de Nossa Senhora da Piedade preserva momentos importantes da história local. Para conhecê-la melhor, ouvi o senhor Armando Simões e aqui exponho as informações que consegui obter.
     É uma capela brasonada que pertencia à Casa Senhorial que foi propriedade dos Duques de Cadaval, uma ilustre família da fidalguia portuguesa. Foi construída no exterior da quinta de que faz parte, para que o povo de Vale de Açores a pudesse visitar.
     Desconhece-se o ano exato da sua construção, mas terá sido no século XIX. A planta da capela é oitavada. Na fachada principal, destaca-se o brasão dos Duques de Cadaval; a porta é encimada por um frontão interrompido, o único elemento decorativo do exterior da capela.   
     A capela sofreu algumas alterações posteriores à sua construção inicial: foi retirada uma escada interior que dava acesso a um espaço superior na parte sul e o teto octogonal foi pintado com uma cor diferente da original. Estas alterações fizeram com que a capela perdesse o valor arquitetónico para a avaliação como monumento nacional.
     Consta-se que a rainha Dona Amélia, quando passava por Mortágua, ia assistir aos atos religiosos nesta capela.

Pesquisa de Maria João Lopes – 5º B
Ano Letivo 2011-2012