sábado, 23 de junho de 2012

Aldeia da Tojeira

A rubrica Mortágua - Pessoas, Histórias e Lugares, da edição de junho da Agenda da Câmara Municipal de Mortágua, de junho de 2012, é dedicada à aldeia da Tojeira, com o título: "Tojeira: tranquilidade e comunhão com a Natureza".
A Tojeira é uma aldeia situada na freguesia de Sobral, concelho de Mortágua, desabitada, mas que sofreu obras de beneficiação há alguns anos. Subsistem algumas casas de xisto, infelizmente abandonadas, uma capela, um cruzeiro e um parque de merendas. Vale a pena visitá-la e desfrutar das lindíssimas paisagens que se avistam.

Ler aqui o artigo da agenda da CMM (pp. 17 e 18).

sábado, 9 de junho de 2012

Exposição "Património de Mortágua"

        Entre os dias 23 e 30 de maio esteve patente na Biblioteca Escolar da Escola Básica 2/3 Dr. José Lopes de Oliveira, a exposição «Património de Mortágua» promovida pelos professores responsáveis pelo Clube do Património e pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas. A abertura da Exposição contou com a dignificante presença dos membros da Direção do Agrupamento, com a prestimosa participação do senhor Armando Simões e, posteriormente, com a dos alunos colaboradores do Clube. Sendo a gastronomia local um produto cultural, na ocasião todos se deliciaram com as maravilhosas iguarias mortaguenses. Durante a semana, os dias foram preenchidos com a realização de visitas pelos alunos à Exposição.
     A mostra reuniu muitas fotografias de paisagens naturais e humanizadas, objetos e utensílios antigos do meio rural e de uso doméstico, desde a cestaria, olaria, latoaria, trajes e bordados regionais que ilustravam, sob as mais diversas abordagens, o património material e imaterial. Foi com muita satisfação e orgulho que os alunos ali divulgaram trabalhos fruto de pesquisas realizadas no âmbito do «Clube de Património de Mortágua».

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Sé de Viseu

Arquitetura religiosa, românica, gótica, maneirista, barroca. Catedral de planta em cruz latina, com nártex e 3 naves  sensivelmente a igual altura, coro-alto, transepto desenvolvido e cabeceira escalonada com capela-mor retangular e 2 absidíolos de planimetria poligonal. Sacristia e claustro adossados. Cobertura em abóbada de ogiva. Fachada harmónica com o corpo central maneirista, com estrutura arquitetónica em 3 registos e torres sineiras, rematadas por cúpula e balaustrada. Platibandas salientes coroadas de merlões pontiagudos. Capelas retabulares nos topos do transepto e ladeando o arco triunfal. Retábulos de talha dourada maneirista (topo do transepto, no lado do Evangelho) e barroca, seguindo as várias tipologias características do séc. 18. Retábulo principal joanino, com as imagens do orago, Nossa Senhora em pedra de Ançã, do período trecentista, e a de São Teotónio, barroca. Cadeiral maneirista no coro-alto com remates barrocos. Púlpitos junto aos pilares do arco cruzeiro. Azulejos setecentistas de decoração azul e branca, a decorar o claustro. Este encontra-se adossado ao lado SO., com planta quadrada, evoluindo em 2 pisos, o 1º de raiz maneirista, baseada na tratadística italiana, com colunas jónicas, sendo o 2º setecentista, com colunas dóricas unidas por balaustrada. Colunas do primeiro piso pousam num murete contínuo, formando um número par de tramos, com duas colunas nos ângulos, reforçando a estrutura, em detrimento da leitura contínua do espaço. Abóbada de cruzaria assenta em mísulas no alinhamento das colunas. Este esquema tem paralelo em obras do Renascimento e Maneirismo italianos, nomeadamente o Hospital Maior, em Milão e o Claustro de Santa Maria della Pace, em Roma.
Fonte: SIPA

domingo, 27 de maio de 2012

O tempo dos meus bisavós através de uma fotografia a preto e branco



     Esta fotografia a preto e branco que retrata os meus bisavós surpreende-me frequentemente porque já tem muitos anos, teriam eles 50 anos de idade. É sempre requisitada para falar da família. Desta vez, levou-me a fazer perguntas que recuperaram algumas memórias do passado que servem para refletir e crescer.
    A fotografia não foi tirada ao acaso e de forma espontânea. Os dois posaram para o fotógrafo e nesta pose ficaram parados alguns segundos. Naquela época, a máquina fotográfica não era um objeto barato e fácil de manejar por quem não tivesse um pouco de conhecimentos técnicos, e ainda hoje é assim. A fotografia é uma necessidade de representação pessoal. É importante ter fotografias para mostrar à família e aos amigos... É uma atitude social. E permite conservar uma imagem que nunca mais se repetirá. Era nos estúdios com laboratório para revelar as fotografias que as pessoas podiam ser retratadas com facilidade e a um preço acessível. Este retrato foi tirado num estúdio, em Coimbra.
    O meu bisavô chama-se José Martins Cordeiro e, por incrível que pareça, já tem 94 anos de idade! Filho de José e de Maria da Espectação, nasceu no dia treze de junho de 1917 numa pequena aldeia do nosso concelho: Felgueira.
    Naquela altura, Felgueira tinha noventa habitantes, hoje tem duzentos. A atividade agrícola tinha grande importância para garantir a subsistência do dia a dia e, como os pais, o meu bisavô trabalhou na agricultura. Começou aos 8 anos de idade a juntar vides. Nunca foi à escola, como muitas outras crianças do campo.
    Em 1938, a tropa levou-o a partir para a Figueira da Foz, onde foi condutor de metralhadoras pesadas.
    Regressado à terra natal, começou o namoro com a minha bisavó, que era sua prima direita. Encontravam-se ao fundo das escadas da casa dela uma vez por semana. Mas sempre com a presença do pai da minha bisavó.
    Os meus bisavós casaram-se em 1945 e foram viver para Chão Miúdo, aldeia da minha bisavó, que pertence à mesma freguesia de Felgueira, Sobral. Tiveram três filhos. Trabalharam sempre na agricultura. Para o campo levavam os filhos, que acompanhavam os pais nos trabalhos agrícolas; ficavam num berço enquanto pequeninos. Os tempos mudaram e mudou o modo de vida das populações rurais e nos dias de hoje, todas as manhãs, os meus bisavós dão juntos um passeio pelas ruas de Chão Miúdo, onde ainda vivem.
     Os seus três filhos já têm netos e os meus bisavós têm bisnetos.
    Gosto desta fotografia e imagino os meus avós naqueles tempos, tal e qual. Foram tempos que esta fotografia não apaga!

Liliana Borges, 5.ºC
Ano letivo de 2011-12