sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Santuário de Nossa Senhora do Carmo

A capela da Nossa Senhora do Carmo foi fundada por Sebastião de Monte Calvário por volta de 1600. Destinava-se a um Mosteiro para religiosas Carmelitas.
Sendo padroeiro da freguesia o 6º Conde de Odemira, D. Sancho de Noronha, não consentiu em perder os benefícios deste padroado em favor do mosteiro.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Festa de S. Martinho

Dia 10 de novembro, na Lourinha de Baixo, terá lugar a Festa de S. Martinho.
Do cardápio constam papas e sardinhas  e o tradicional magusto.
Realizar-se-á ainda a procissão pagã.
Fonte: Agenda de novembro da CMM

sábado, 20 de outubro de 2012

V Feira da Castanha e Outros Produtos Regionais

A V Feira da Castanha e Outros Produtos regionais decorrerá nos dia 27 e 28 de outubro, no Parque de Merendas , em Quilho, Mortágua.

Produtos regionais
Gastronomia tradicional
Passeios de charrete
Demonstrações hípicas
Animação musical




Fonte: CMM

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Romaria de N.ª S.ª de Chão de Calvos


A Romaria de N.ª S.ª de Chão dos Calvos terá lugar nos dia s 21 e 22 de outubro  no
Santuário de Nossa Senhora de Chão de Calvos.
Programa:
DOM 21 | 11h00 | Missa Campal
SEG 22 | 14h00 | Missa Campal

A organização está a cargo da Comissão de Melhoramentos de N.ª Senhora de Chão de Calvos.
Fonte: CMM

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Agenda municipal de Mortágua - agosto de 2012

Veja aqui a Agenda da Câmara Municipal de Mortágua, edição de agosto de 2012. Na rubrica "Mortágua: pessoas, histórias e lugares", é recordada a encenação do "Auto do Juiz de Fora", há 20 anos atrás.
 Transcrevemos o artigo publicado nas páginas 15 a 17:
Foi há 20 anos que Mortágua assistiu à representação de uma grandiosa peça teatral - “O Auto do Juiz de Fora”, baseada no acontecimento lendário que desde tempos imemoriais está associado ao concelho de Mortágua. A ideia partiu da Câmara Municipal para assinalar os 800 anos sobre a atribuição da 1ª Carta de Foral a Mortágua, concedida em 1192, por D. Dulce, esposa de D. Sancho I. O espetáculo escrito, encenado e musicado originalmente, foi apresentado ao ar livre na Quinta de S. Domingos, no dia 29 de agosto de 1992. Tratou-se da recriação teatral de uma lenda quase tão antiga quanto a terra e que remonta a cerca de 600 anos, em plena Idade Média. Resumidamente a lenda é esta:

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Freguesia de Pala, Mortágua

 Foto: Olhares Fotografia on-line

A freguesia da Pala, uma das maiores do concelho de Mortágua, encontra-se na parte norte do concelho, embora a sua grande extensão a transporte quase até à sua parte central. Para norte, confina com o distrito de Aveiro e com o concelho vizinho de Tondela. Dentro de Mortágua, é delimitada a ocidente por Espinho, a leste por Sobral e a sul por Vale de Remígio. É constituída pelos lugares de Carvalhal, Eirigo, Laceiras, Linhar de Pala, Macieira,Monte de Lobos, Moutinhal, Ortigosa, Pala, Palinha, Palheiros de Cima, Palheiros de Baixo, Paredes, Sardoal, Sernadas, Tarrastal e Vila Pouca.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Freguesia de Espinho, Mortágua

A freguesia de Espinho, uma das maiores do concelho de Mortágua, ocupa uma grande parte do extremo ocidental do município. Confina com o distrito vizinho de Aveiro a norte e a oeste. Dentro de Mortágua, é delimitado pelas freguesias da Pala e de Vale de Remígio, a leste, e pelas freguesias de Trezoi e de Cortegaça, a sul. A oito quilómetros de Mortágua, é constituída pelos lugares de Água Levada, Anceiro, Aveleira, Azival, Barracão (uma parte da localidade), Castanheira, Espinho, Falgaroso da Serra, Painçal, Pomares, Quilho, Ribeira, Santa Cristina, Sobrosa, Soito, Truta de Baixo, Truta de Cima, Vale de Carneiro, Vale da Vide, Vale de Mouro, Vila Boa e Vila Meã da Serra.
O povoamento da área que hoje corresponde à freguesia de Espinho é muito remoto e pode ser comprovado por numerosos vestígios arqueológicos.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Igreja Matriz de Espinho, Mortágua

A Igreja Paroquial de Espinho é consagrada a S. Pedro, um culto cristão cujas raízes parecem remontar ao século III ou IV. Em redor, uma pequena cerca, o Passal, dentro da qual os seus habitantes – membros do Clero – estavam imunes ao poder real. Atualmente, tem festa anual a 29 de junho.
Construída no século XIX, a igreja é um templo de planta longitudinal, com torre sineira adossada ao alçado lateral esquerdo. No centro da fachada, o portal principal é de verga reta, com moldura de cantaria, e é encimado por friso e cornija. Mais acima, rasga-se uma rosácea. Termina em empena de ângulo acentuado. A torre sineira tem três registos, os dois primeiros cegos e o terceiro rasgado por ventanas de volta perfeita. Remate em cornija e pináculos e cobertura em coruchéu bolboso.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

III Feira do Pão na Marmeleira


No domingo, dia 15 de julho, decorrerá a 3.ª edição da Feira do Pão, no Moinho da Senhora da Ribeira, na Marmeleira.

O Programa é o seguinte:
10 horas - Início da III Feira do Pão
Almoço: Serrabulho ou torresmos
Jantar: Papas e sardinha assada
Haverá barraquinhas com pão tradicional, bolos de «Cornos», produtos da terra e comes e bebes.
Não faltará a música e os jogos tradicionais.

Organização: Centro Cultural e Recreativo da Marmeleira
Apoio.: Junta de Freguesia da Marmeleira

terça-feira, 3 de julho de 2012

Provérbios portugueses

Provérbios dedicados ao Pão:

Pão pela cor, vinho pelo sabor. 
Pão que veja, vinho que salte, queijo que chore.
Pão que sobre, carne que baste, vinho que falte. 
Por carne, vinho e pão, deixa tudo o que te dão.Pão de centeio, melhor no ventre que no seio.
P
ão do vizinho tira o fastio.Pão de taberna não farta nem governa. 
Fraca é a padeira que diz mal do seu pão.
Com pão, baila o cão se lho dão.
Com pão e vinho, anda caminho.
Não há mau pão com boa fome.
Quando há fome, não há pão mal feito.
Saboroso é o pão duro, quando não há mais nenhum.
Vale mais pão duro que figo maduro.
Vale mais pão duro que nenhum.
Vale mais um pão com Deus que dois com o diabo.
Vale mais pão hoje que galinha amanhã.
Caldo sem pão só no inferno o dão.
Lágrimas com pão ligeiras são.
Quem dá o pão dá a criação.
Quem dá o pão dá o pau.
Quem quer o filho ladrão tira-lhe o pão.
Fidalgo sem pão é vilão.
De mau grão, mau pão.
Em ano de pão, guarda pão.
Onde há pão, há ratos.
Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão.
Nem mesa sem pão, nem exército sem capitão.
Fraca é a mesa que não deixa migalhas.
Migalhas também é pão.

sábado, 23 de junho de 2012

Aldeia da Tojeira

A rubrica Mortágua - Pessoas, Histórias e Lugares, da edição de junho da Agenda da Câmara Municipal de Mortágua, de junho de 2012, é dedicada à aldeia da Tojeira, com o título: "Tojeira: tranquilidade e comunhão com a Natureza".
A Tojeira é uma aldeia situada na freguesia de Sobral, concelho de Mortágua, desabitada, mas que sofreu obras de beneficiação há alguns anos. Subsistem algumas casas de xisto, infelizmente abandonadas, uma capela, um cruzeiro e um parque de merendas. Vale a pena visitá-la e desfrutar das lindíssimas paisagens que se avistam.

Ler aqui o artigo da agenda da CMM (pp. 17 e 18).

sábado, 9 de junho de 2012

Exposição "Património de Mortágua"

        Entre os dias 23 e 30 de maio esteve patente na Biblioteca Escolar da Escola Básica 2/3 Dr. José Lopes de Oliveira, a exposição «Património de Mortágua» promovida pelos professores responsáveis pelo Clube do Património e pelo Departamento de Ciências Sociais e Humanas. A abertura da Exposição contou com a dignificante presença dos membros da Direção do Agrupamento, com a prestimosa participação do senhor Armando Simões e, posteriormente, com a dos alunos colaboradores do Clube. Sendo a gastronomia local um produto cultural, na ocasião todos se deliciaram com as maravilhosas iguarias mortaguenses. Durante a semana, os dias foram preenchidos com a realização de visitas pelos alunos à Exposição.
     A mostra reuniu muitas fotografias de paisagens naturais e humanizadas, objetos e utensílios antigos do meio rural e de uso doméstico, desde a cestaria, olaria, latoaria, trajes e bordados regionais que ilustravam, sob as mais diversas abordagens, o património material e imaterial. Foi com muita satisfação e orgulho que os alunos ali divulgaram trabalhos fruto de pesquisas realizadas no âmbito do «Clube de Património de Mortágua».

quarta-feira, 30 de maio de 2012

A Sé de Viseu

Arquitetura religiosa, românica, gótica, maneirista, barroca. Catedral de planta em cruz latina, com nártex e 3 naves  sensivelmente a igual altura, coro-alto, transepto desenvolvido e cabeceira escalonada com capela-mor retangular e 2 absidíolos de planimetria poligonal. Sacristia e claustro adossados. Cobertura em abóbada de ogiva. Fachada harmónica com o corpo central maneirista, com estrutura arquitetónica em 3 registos e torres sineiras, rematadas por cúpula e balaustrada. Platibandas salientes coroadas de merlões pontiagudos. Capelas retabulares nos topos do transepto e ladeando o arco triunfal. Retábulos de talha dourada maneirista (topo do transepto, no lado do Evangelho) e barroca, seguindo as várias tipologias características do séc. 18. Retábulo principal joanino, com as imagens do orago, Nossa Senhora em pedra de Ançã, do período trecentista, e a de São Teotónio, barroca. Cadeiral maneirista no coro-alto com remates barrocos. Púlpitos junto aos pilares do arco cruzeiro. Azulejos setecentistas de decoração azul e branca, a decorar o claustro. Este encontra-se adossado ao lado SO., com planta quadrada, evoluindo em 2 pisos, o 1º de raiz maneirista, baseada na tratadística italiana, com colunas jónicas, sendo o 2º setecentista, com colunas dóricas unidas por balaustrada. Colunas do primeiro piso pousam num murete contínuo, formando um número par de tramos, com duas colunas nos ângulos, reforçando a estrutura, em detrimento da leitura contínua do espaço. Abóbada de cruzaria assenta em mísulas no alinhamento das colunas. Este esquema tem paralelo em obras do Renascimento e Maneirismo italianos, nomeadamente o Hospital Maior, em Milão e o Claustro de Santa Maria della Pace, em Roma.
Fonte: SIPA

domingo, 27 de maio de 2012

O tempo dos meus bisavós através de uma fotografia a preto e branco



     Esta fotografia a preto e branco que retrata os meus bisavós surpreende-me frequentemente porque já tem muitos anos, teriam eles 50 anos de idade. É sempre requisitada para falar da família. Desta vez, levou-me a fazer perguntas que recuperaram algumas memórias do passado que servem para refletir e crescer.
    A fotografia não foi tirada ao acaso e de forma espontânea. Os dois posaram para o fotógrafo e nesta pose ficaram parados alguns segundos. Naquela época, a máquina fotográfica não era um objeto barato e fácil de manejar por quem não tivesse um pouco de conhecimentos técnicos, e ainda hoje é assim. A fotografia é uma necessidade de representação pessoal. É importante ter fotografias para mostrar à família e aos amigos... É uma atitude social. E permite conservar uma imagem que nunca mais se repetirá. Era nos estúdios com laboratório para revelar as fotografias que as pessoas podiam ser retratadas com facilidade e a um preço acessível. Este retrato foi tirado num estúdio, em Coimbra.
    O meu bisavô chama-se José Martins Cordeiro e, por incrível que pareça, já tem 94 anos de idade! Filho de José e de Maria da Espectação, nasceu no dia treze de junho de 1917 numa pequena aldeia do nosso concelho: Felgueira.
    Naquela altura, Felgueira tinha noventa habitantes, hoje tem duzentos. A atividade agrícola tinha grande importância para garantir a subsistência do dia a dia e, como os pais, o meu bisavô trabalhou na agricultura. Começou aos 8 anos de idade a juntar vides. Nunca foi à escola, como muitas outras crianças do campo.
    Em 1938, a tropa levou-o a partir para a Figueira da Foz, onde foi condutor de metralhadoras pesadas.
    Regressado à terra natal, começou o namoro com a minha bisavó, que era sua prima direita. Encontravam-se ao fundo das escadas da casa dela uma vez por semana. Mas sempre com a presença do pai da minha bisavó.
    Os meus bisavós casaram-se em 1945 e foram viver para Chão Miúdo, aldeia da minha bisavó, que pertence à mesma freguesia de Felgueira, Sobral. Tiveram três filhos. Trabalharam sempre na agricultura. Para o campo levavam os filhos, que acompanhavam os pais nos trabalhos agrícolas; ficavam num berço enquanto pequeninos. Os tempos mudaram e mudou o modo de vida das populações rurais e nos dias de hoje, todas as manhãs, os meus bisavós dão juntos um passeio pelas ruas de Chão Miúdo, onde ainda vivem.
     Os seus três filhos já têm netos e os meus bisavós têm bisnetos.
    Gosto desta fotografia e imagino os meus avós naqueles tempos, tal e qual. Foram tempos que esta fotografia não apaga!

Liliana Borges, 5.ºC
Ano letivo de 2011-12

terça-feira, 15 de maio de 2012

Lenda de Nossa Senhora do Chão dos Calvo

     Num vale, pelos fins do Século XV, inícios do seguinte, encontrou, um indivíduo calvo, da freguesia do Sobral, concelho de Mortágua, escondida na toca de um castanheiro, uma imagem da Virgem.
     A notícia chegou aos moradores dessa freguesia, bem como aos de Pala. Os do Sobral achavam que a imagem lhe pertencia, por isso a levaram para a sua igreja. No entanto, a Senhora desaparecia desta igreja e voltava a ser encontrada no buraco do castanheiro.
     Apesar de ser levada, de novo, para o Sobral, e a igreja da paróquia estar guardada, a imagem fugia sempre. Acabaram por ser os habitantes de Pala e erigir uma capela no sítio do seu aparecimento.
Fonte: RFEVA
  A Ermida de Nossa Senhora do Chão dos Calvos, cuja tradição conta que nove freguesias do Concelho eram obrigadas a comparecer na primeira semana da Quaresma, sob pena de multa aplicada ao chefe de família que, por si ou familiares da casa faltassem. A romaria decaiu ao longo dos tempos, tendo sido substituída pela Feira dos Calvos que ainda perdura.
 Fonte: CMM

quinta-feira, 10 de maio de 2012

A Lampantana

Sobre este delicioso prato, podemos ler no site da Câmara Municipal de Mortágua: 
 
"Zona de transição entre a Beira Interior e o Litoral, Mortágua não deixa de ganhar com este seu posicionamento. Lugar de passagem para vários destinos, Mortágua oferece a quem a visita momentos agradáveis, com a sua beleza natural e através da boa gastronomia. 
A LAMPANTANA confeccionada com carne de ovelha, assada em caçoila de barro e servida com batata “fardada” e grelos a acompanhar, é, desde tempos imemoriais, uma das especialidades gastronómicas do Concelho de Mortágua.